{"id":37512,"date":"2014-07-31T09:11:24","date_gmt":"2014-07-31T12:11:24","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=37512"},"modified":"2014-07-31T09:11:24","modified_gmt":"2014-07-31T12:11:24","slug":"funcionarios-relatam-propina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/funcionarios-relatam-propina\/","title":{"rendered":"Funcion\u00e1rios relatam propina"},"content":{"rendered":"<p>Sem instru\u00e7\u00e3o adequada sobre a lei e o c\u00f3digo de \u00e9tica relacionados \u00e0 fun\u00e7\u00e3o que exercem, servidores p\u00fablicos federais indicam que a corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exclusiva de altos escal\u00f5es do governo ou de empresas.<\/p>\n<p>Em pesquisa realizada pelo Centro de Refer\u00eancia do Interesse P\u00fablico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 28,6% declararam j\u00e1 ter detectado suspeita de corrup\u00e7\u00e3o nos \u00f3rg\u00e3os onde trabalham. J\u00e1 34,8% deles afirmam que a cobran\u00e7a de propina na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal \u00e9 frequente ou muito frequente.<\/p>\n<p>A pesquisa, aplicada em 2010, mostra que a identifica\u00e7\u00e3o desses atos s\u00f3 se transforma em den\u00fancia em 34,8% dos casos. Entre os que n\u00e3o denunciam, 66,8% atribu\u00edram a decis\u00e3o \u00e0 falta de provas, e 11,8% ao medo de repres\u00e1lias.<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa revelam que, ao mesmo tempo em que 53,4% acham adequado o controle exercido pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) junto aos \u00f3rg\u00e3os, a maioria acha fr\u00e1gil o controle interno da administra\u00e7\u00e3o federal: 59,9%. Entre os entrevistados, o principal motivo para a perman\u00eancia da corrup\u00e7\u00e3o em seu ambiente de trabalho \u00e9 a impunidade, de acordo com 31,2%. Em segundo lugar, vem a cultura que privilegia a falta de \u00e9tica dos servidores e o \u201cjeitinho\u201d, segundo afirmam 19,4% dos participantes.<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador da pesquisa, o soci\u00f3logo Fernando Filgueiras, os resultados apontam para uma contradi\u00e7\u00e3o: ao mesmo tempo em que os \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o, como o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), a Advocacia Geral da Uni\u00e3o (AGU), a Pol\u00edcia Federal e o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal v\u00eam se aperfei\u00e7oando, o resultado dessa melhora n\u00e3o se traduz no fim da sensa\u00e7\u00e3o de impunidade, o que explica as ocorr\u00eancias de corrup\u00e7\u00e3o relatadas pelos servidores.<\/p>\n<p>\u201cDesde o processo de democratiza\u00e7\u00e3o do Brasil, h\u00e1 um avan\u00e7o significativo da cultura pol\u00edtica, o brasileiro tolera muito menos a corrup\u00e7\u00e3o. Mas ainda lidamos mal com o espa\u00e7o p\u00fablico, existe uma cultura privatista e uma gest\u00e3o p\u00fablica despreparada para lidar com as pol\u00edticas p\u00fablicas, al\u00e9m de uma sensa\u00e7\u00e3o de impunidade muito forte ligada \u00e0s institui\u00e7\u00f5es. A sensa\u00e7\u00e3o de que a corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai ser punida vira uma esp\u00e9cie de regra no servi\u00e7o p\u00fablico\u201d, explica.<\/p>\n<p>De acordo com Filgueiras, falta a essas institui\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o efici\u00eancia na atua\u00e7\u00e3o conjunta. Ele defende um \u201csistema de integridade p\u00fablica\u201d, que congregue todas essas entidades.<\/p>\n<p>\u201cAs institui\u00e7\u00f5es individualmente funcionam melhor, mas falta integra\u00e7\u00e3o. A sensa\u00e7\u00e3o de impunidade existe porque nenhuma delas vai conseguir atuar sozinha. Essas institui\u00e7\u00f5es precisam trabalhar conjuntamente, constituir um esfor\u00e7o coletivo para enfrentar a corrup\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes o Tribunal de Contas come\u00e7a uma a\u00e7\u00e3o que depende de outras institui\u00e7\u00f5es, e a\u00ed ela para\u201d, ressalta Filgueiras.<\/p>\n<p>Fonte: O Tempo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem instru\u00e7\u00e3o adequada sobre a lei e o c\u00f3digo de \u00e9tica relacionados \u00e0 fun\u00e7\u00e3o que exercem, servidores p\u00fablicos federais indicam<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":27798,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37512"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37512"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37512\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37512"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37512"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37512"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}