{"id":41431,"date":"2015-01-06T10:05:36","date_gmt":"2015-01-06T12:05:36","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=41431"},"modified":"2015-01-06T10:05:36","modified_gmt":"2015-01-06T12:05:36","slug":"criminalidade-avanca-para-cidades-do-interior-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/criminalidade-avanca-para-cidades-do-interior-do-brasil\/","title":{"rendered":"Criminalidade avan\u00e7a para cidades do interior do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>De acordo com o \u00faltimo Mapa da Viol\u00eancia, 56.337 pessoas foram v\u00edtimas de homic\u00eddio em 2012. Esse n\u00famero corresponde a 29 mortes a cada grupo de 100 mil habitantes e \u00e9 o maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica do estudo, divulgado a cada dois anos, tendo como base o Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Mortalidade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Em 2002, o \u00edndice era de 28,5 por cem mil habitantes. A maior queda foi registrada em 2007, quando chegou a 25,2.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador do estudo, Julio Jacobo Waiselfisz, soci\u00f3logo da Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias Sociais (Flacso), o mapa mostra a tend\u00eancia da viol\u00eancia de migrar dos grandes centros para o interior. Se nesta d\u00e9cada o n\u00famero de homic\u00eddios permaneceu quase o mesmo, ele diminuiu em cidades como Rio, S\u00e3o Paulo e Recife, mas migrou para cidades m\u00e9dias e pequenas.<\/p>\n<p>\u201cPor um lado, pode-se dizer, sim, que o crime migrou porque foi mais bem combatido nas cidades, mas tamb\u00e9m foram as rela\u00e7\u00f5es que se deterioraram. Um grande n\u00famero de mortes ocorre por desaven\u00e7as que acabam em brigas e at\u00e9 mesmo em mortes\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Profissionaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA an\u00e1lise do mapa, segundo Jacobo, mostra que as grandes cidades profissionalizaram suas \u00e1reas de seguran\u00e7a, enquanto no interior a \u00e1rea ainda age como 20 anos atr\u00e1s, como se n\u00e3o houvesse crimes para investigar. \u201cO que voc\u00ea tem nas pequenas cidades \u00e9 um contingente policial m\u00ednimo, despreparado para lidar com desaven\u00e7as e que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de combater qualquer tipo de crime\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para tentar resolver essa quest\u00e3o, o governo federal criou o programa Brasil Mais Seguro, que ajuda os estados na forma\u00e7\u00e3o de policiais e aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos. \u201cPara se ter uma ideia, n\u00e3o t\u00ednhamos peritos treinados nos equipamentos mais modernos, e gra\u00e7as ao programa montamos laborat\u00f3rios e a Pol\u00edcia Federal treinou nossos investigadores\u201d, relatou Di\u00f3genes Ten\u00f3rio, secret\u00e1rio de Defesa Social de Alagoas, primeiro estado a receber o programa.<\/p>\n<p><strong>Jovens negros<\/strong><br \/>\nOs jovens negros foram as maiores v\u00edtimas dessa viol\u00eancia. Pessoas com idade entre 15 e 29 anos tiveram as taxas de homic\u00eddio aumentadas de 19,6 em 1980 para 57,6 em 2012, a cada 100 mil jovens.<\/p>\n<p>Negros tamb\u00e9m morreram muito mais que brancos. Morreram 146,5% mais negros do que brancos no Brasil, em 2012, v\u00edtimas de viol\u00eancia. Entre 2002 e 2012, o n\u00famero de homic\u00eddios de jovens brancos caiu 32,3% e o dos jovens negros aumentou 32,4%.<\/p>\n<p>\u201cO problema \u00e9 que a pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica escolheu um inimigo, e claramente ele \u00e9 o jovem negro, que j\u00e1 \u00e9 v\u00edtima dos lugares mais pobres e violentos, e eles n\u00e3o t\u00eam a mesma prote\u00e7\u00e3o dos jovens brancos de classe m\u00e9dia\u201d, avalia Ruth Vasconcelos, soci\u00f3loga da Universidade Federal de Alagoas e especialista em viol\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cClaramente, o que precisamos \u00e9 de uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a cidad\u00e3, e nossos policiais est\u00e3o sendo treinados cada vez mais nessa perspectiva, para proteger o cidad\u00e3o e n\u00e3o para matar os bandidos\u201d, relatou o deputado Edson Santos (PT-RJ), que foi ministro da Igualdade Racial e integra a Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Combate ao Crime Organizado da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p><strong>Mortes de policiais<\/strong><br \/>\nA discuss\u00e3o sobre o papel da pol\u00edcia tamb\u00e9m \u00e9 importante. Dados do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, elaborado por um f\u00f3rum de especialistas ligados \u00e0 \u00e1rea governamental de seguran\u00e7a, mostram que 490 policiais tiveram mortes violentas em 2013, destes 75,3% foram mortos quando n\u00e3o estavam em servi\u00e7o. Por outro lado, policiais causaram 11.197 mortes. Em compara\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses, os dois dados s\u00e3o alarmantes.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito grave, porque representa uma situa\u00e7\u00e3o quase de guerra. At\u00e9 por isso os policiais precisam ser bem treinados e remunerados, para se protegerem e \u00e0s suas fam\u00edlias\u201d, disse o deputado Jo\u00e3o Campos (PSDB-GO), que \u00e9 delegado e integrante da Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica da C\u00e2mara.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com o \u00faltimo Mapa da Viol\u00eancia, 56.337 pessoas foram v\u00edtimas de homic\u00eddio em 2012. 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