{"id":42435,"date":"2015-02-10T10:33:19","date_gmt":"2015-02-10T12:33:19","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=42435"},"modified":"2015-02-10T10:33:19","modified_gmt":"2015-02-10T12:33:19","slug":"entrevista-prf-filipe-bezerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/entrevista-prf-filipe-bezerra\/","title":{"rendered":"Entrevista \u2013 PRF Filipe Bezerra"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/farm8.staticflickr.com\/7512\/15041408724_9dd5efc2fb_c.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/farm8.staticflickr.com\/7512\/15041408724_9dd5efc2fb_c.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Filipe Bezerra, junto com representantes da FenaPRF e SinPRFs na Mobiliza\u00e7\u00e3o Nacional em Defesa dos Direitos do Servidor P\u00fablico. Evento realizado em 28\/10\/14, no audit\u00f3rio Nereu Ramos, na C\u00e2mara dos Deputados, em Bras\u00edlia\/DF. Foto: Arquivo FenaPRF<\/p><\/div>\n<p>O policial rodovi\u00e1rio federal Filipe Bezerra encontrou na escrita uma forma de expor e analisar o cotidiano da sua profiss\u00e3o, bem como fazer coment\u00e1rios sobre seguran\u00e7a p\u00fablica e pol\u00edtica. Formado em Direito pela UFRN, p\u00f3s-graduado em Ci\u00eancias Penais pela UNIDERP e bacharelando em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica pela UFRN, ele produz artigos sob um vi\u00e9s diferenciado, de acordo com a vis\u00e3o do profissional da \u00e1rea, e considera fundamental a divulga\u00e7\u00e3o desse ponto de vista. \u201cS\u00f3 existem tantos palpiteiros travestidos de \u2018especialista em seguran\u00e7a p\u00fablica\u2019 porque silenciamos e deixamos que eles ocupem um espa\u00e7o que \u00e9 nosso\u201d, afirma. Nessa entrevista, Filipe, que passar\u00e1 a ter seus artigos publicados no site do SINPRF-BA em breve, fala das suas experi\u00eancias de carreira, da sua vida acad\u00eamica e das motiva\u00e7\u00f5es para escrever.<\/p>\n<p><strong>Quando e como surgiu o interesse por ingressar na PRF?<\/strong><\/p>\n<p>A PRF, para mim, j\u00e1 nos idos de 2002, era uma institui\u00e7\u00e3o promissora que estava em expans\u00e3o (n\u00e3o sabia que essa expans\u00e3o era fruto do vision\u00e1rio Diretor Geral da PRF na \u00e9poca, o General \u00c1lvaro Henrique Vianna de Moraes). Como cursava Direito na UFRN, optei por esperar terminar o curso para tentar o concurso da PRF. Em 2003 passei pra Delegado de Pol\u00edcia Civil na Para\u00edba e em 2004 passei e optei por ingressar nos quadros da PRF.<\/p>\n<p><strong>Quais os fatos mais marcantes da sua trajet\u00f3ria na pol\u00edcia?<\/strong><\/p>\n<p>Costumo lembrar mais dos eventos mais cr\u00edticos, aqueles onde a morte passou perto, como o acidente que deu perda total numa viatura onde escapei apenas com escoria\u00e7\u00f5es no joelho; na madrugada onde eu um colega, esgotados fisicamente ap\u00f3s passar v\u00e1rias horas atendendo um acidente grave, cochilamos no deslocamento de volta pro posto e acordamos no acostamento da contram\u00e3o, com o pneu dianteiro j\u00e1 iniciando a descida no despenhadeiro e finalmente o\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/www.meionorte.com\/blogs\/efremribeiro\/tiroteio-em-parnaiba-termina-com-um-assaltante-morto-e-um-policial-rodoviario-federal-ferido-31937\" target=\"_blank\">tiroteio com assaltantes de \u00f4nibus no norte do Piau\u00ed<\/a><\/strong>, onde escapei ileso mas tive que socorrer um companheiro baleado no rosto. A\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=WHhRHqgKo9o\" target=\"_blank\">audi\u00eancia p\u00fablica sobre a lei seca no STF<\/a><\/strong>, onde\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/jornal-nacional\/videos\/t\/edicoes\/v\/audiencia-no-stf-tem-maioria-favoravel-a-lei-seca\/1947341\/\" target=\"_blank\">ajudamos a mudar a posi\u00e7\u00e3o originalmente garantista do ministro-relator Luiz Fux<\/a><\/strong>,\u00a0tamb\u00e9m foi um momento muito especial, pois foi a primeira vez que um ministro de um tribunal superior se manifestou favoravelmente \u00e0 obrigatoriedade do exame do \u201cbaf\u00f4metro\u201d. Destaco tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o ativa no movimento pol\u00edtico do GRUPO PRF onde o efetivo, unindo for\u00e7as com a parcela n\u00e3o aparelhada do sistema sindical, conseguiu mudar toda a c\u00fapula do DPRF da \u00e9poca que, na minha avalia\u00e7\u00e3o, eram for\u00e7as pol\u00edticas anacr\u00f4nicas que estavam levando a PRF \u00e0 extin\u00e7\u00e3o por falta de import\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea avalia sua carreira na institui\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 passei por quatro superintend\u00eancias (SC, PI, PB e agora RN) nestes dez\u00a0anos de pol\u00edcia. Cada nova regional \u00e9 um recome\u00e7o do zero. Mas acredito que o balan\u00e7o at\u00e9 agora \u00e9 positivo.<\/p>\n<p><strong>Quando voc\u00ea come\u00e7ou a escrever artigos? O que te motivou a come\u00e7ar?<\/strong><\/p>\n<p>Ludwig Von Mises dizia que em uma batalha entre a for\u00e7a e a ideia, a \u00faltima sempre prevaleceria. Ele dizia ainda que tudo que ocorre na nossa sociedade \u00e9 fruto de ideias, sejam elas boas ou m\u00e1s, e que se fazia necess\u00e1rio combater as m\u00e1s ideias, pois elas prejudicam sobremaneira a vida p\u00fablica. Na \u00e1rea de seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 mais do que evidente que esse v\u00e1cuo de express\u00e3o de ideias foi ocupado prontamente por pessoas que nada tem a ver com a \u00e1rea, e muitas delas com o discernimento totalmente comprometido por intoxica\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. Esse sil\u00eancio escandaloso das pol\u00edcias (falo do sil\u00eancio intelectual e n\u00e3o do institucional) sempre me incomodou, pois muito da deteriora\u00e7\u00e3o social que vivemos hoje \u00e9 fruto da a\u00e7\u00e3o de grupos organizados que nada entendem da mat\u00e9ria. Comecei acreditando que o trabalho de formiguinha seria importante para meu ciclo imediato de amizades, mas n\u00e3o teria muito impacto geral. Meu artigo cient\u00edfico de conclus\u00e3o sobre\u00a0 Lei Seca foi o primeiro passo. Aquelas ideias me levaram ao STF no epis\u00f3dio da audi\u00eancia p\u00fablica (pra mim foi algo surreal). Passei ent\u00e3o a escrever ent\u00e3o \u2013 sempre questionando o senso comum \u2013 sobre seguran\u00e7a p\u00fablica. Advogar pelo respaldo \u00e0 atividade policial. Os textos come\u00e7aram a ser compartilhados no facebook, no whatsapp, foram parar em outros sites e o melhor de tudo: viraram argumentos pr\u00f3-pol\u00edcia na guerra cultural que travamos trincheira por trincheira. \u00c9 um come\u00e7o e espero que outros colegas comecem iniciativas semelhantes. H\u00e1 uma enorme car\u00eancia de material intelectual de profissionais que tem pr\u00e1tica e perspectiva real da atividade policial.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o, na sua opini\u00e3o, os momentos mais importantes da sua trajet\u00f3ria como articulista?<\/strong><\/p>\n<p>Percebi muito cedo que a grande batalha da seguran\u00e7a p\u00fablica n\u00e3o seria travada com armas, mas com ideias. N\u00e3o adianta apenas enxugarmos gelo combatendo a criminalidade se a ideologia pol\u00edtica e cultural dominante enxerga a pol\u00edcia como inimiga e o marginal como um coitado que \u00e9 \u201cv\u00edtima da sociedade\u201d (concep\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica de Rousseau sobre a natureza humana que a esquerda brasileira adota como princ\u00edpio). N\u00e3o chegamos a 60.000 homic\u00eddios anuais por acaso. A maioria da sociedade clama por seguran\u00e7a p\u00fablica, mas paradoxalmente se apressa a prejulgar e condenar a pol\u00edcia por qualquer deslize. Cobram do policial, desconsiderando a natureza visceral e complexa de sua atividade, uma perfei\u00e7\u00e3o na execu\u00e7\u00e3o de seu mister que n\u00e3o \u00e9 cobrada de mais nenhuma outra profiss\u00e3o. Fiquei tamb\u00e9m extremamente preocupado quando vi, por exemplo,\u00a0 as correntes penalistas \u201cmodernas\u201d e majorit\u00e1rias na P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Penais que fiz em 2010\/2011. O \u201cGarantismo Penal\u201d \u00e0 brasileira, por exemplo, era algo inintelig\u00edvel ao senso comum, um estupro \u00e0 raz\u00e3o, mas a maioria dos estudantes de Direito se limitam a ratificar tudo aquilo que \u00e9 passado para eles, como se um argumento de autoridade fosse um dogma religioso aceito como verdade absoluta. Da\u00ed, nascem jabuticabas jur\u00eddicas como o \u201cdireito de recusar o baf\u00f4metro\u201d ou de \u201cn\u00e3o produzir prova contra si\u201d, coisas que n\u00e3o existem em pa\u00edses desenvolvidos em que o direito do indiv\u00edduo \u00e9 limitado pelo direito dos demais. Desmistificar isso foi o objeto do meu artigo cient\u00edfico de conclus\u00e3o de curso que mais tarde viraria o document\u00e1rio amador que postei no youtube \u201c<strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4gTmj3n1uLA\" target=\"_blank\">O Direito de Dirigir B\u00eabado<\/a><\/strong>\u201d, uma abordagem de direito comparado totalmente inovadora e que ia de encontro a tese dominante. Considero esse o grande momento na minha trajet\u00f3ria, pois foi isso que me levou ao audit\u00f3rio do STF.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o suas maiores inspira\u00e7\u00f5es, na escrita e na ideologia?<\/strong><\/p>\n<p>Como todo estudante brasileiro, recebi, sem perceber, doses cavalares de doutrina\u00e7\u00e3o marxista desde o jardim da inf\u00e2ncia. Participei de movimento estudantil na \u00e9poca de minha primeira faculdade e me considerava, como todo jovem, um \u201crevolucion\u00e1rio\u201d. Nelson Rodrigues dizia: \u201cQuem n\u00e3o \u00e9 socialista aos 20 anos, n\u00e3o tem cora\u00e7\u00e3o; quem continua socialista depois dos 40 anos, n\u00e3o tem c\u00e9rebro\u201d. Acho que, com a proximidade dos 40 (tenho 34), meio que despertei dessa \u201cmatrix esquerdista\u201d e tenho buscado ler mais autores conservadores e liberais. Sobre inspira\u00e7\u00f5es gosto muito de biografias de grandes estadistas, sou muito f\u00e3 de Winston Churchill e Martin Luther King Jr.<\/p>\n<p><strong>Considera importante que haja policiais escrevendo textos e artigos que mostrem seus pontos de vista?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 importante, mas fundamental. O m\u00e9dico ocupa papel de protagonismo na \u00e1rea de sa\u00fade, o engenheiro na \u00e1rea de engenharia, o f\u00edsico na f\u00edsica e por a\u00ed vai. Em \u00e1reas espec\u00edficas o leigo n\u00e3o ousa meter o bedelho. S\u00f3 existem tantos palpiteiros travestidos de \u201cespecialista em seguran\u00e7a p\u00fablica\u201d porque silenciamos e deixamos que eles ocupem um espa\u00e7o que \u00e9 nosso. J\u00e1 vi professor de direito, mestre de ai-ki-do, soci\u00f3logo, antrop\u00f3logo, at\u00e9 ator de televis\u00e3o querer opinar \u201cabalizadamente\u201d sobre t\u00e9cnica policial nos notici\u00e1rios da TV. Do mesmo jeito que n\u00e3o existe v\u00e1cuo de poder n\u00e3o existe v\u00e1cuo no espa\u00e7o intelectual. \u00c9 dever do policial combater a desonestidade intelectual existente no cen\u00e1rio midi\u00e1tico de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea conciliou, ao longo dos anos, a vida acad\u00eamica com o trabalho na PRF?<\/strong><\/p>\n<p>Tanto a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Penais como a gradua\u00e7\u00e3o em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica que curso na UFRN foram perfeitamente compat\u00edveis com meus hor\u00e1rios de trabalho. E sempre contei com a compreens\u00e3o dos\u00a0 meus superiores. A qualifica\u00e7\u00e3o intelectual dos servidores deve ser sempre valorizada pela institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea viveu algum tipo de conflito na universidade devido ao seu posicionamento ideol\u00f3gico?<\/strong><\/p>\n<p>Na faculdade de Direito \u00e9ramos todos marxistas involunt\u00e1rios! Na atual tenho colegas mais maduros. A utopia socialista anda de m\u00e3os dadas com a inoc\u00eancia e a rebeldia juvenis. Mas nesses dez anos que separam um curso do outro observo que pouca coisa mudou, pois o movimento estudantil continua aparelhado pelos partidos de esquerda.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea avalia o atual momento pol\u00edtico do Brasil, no geral?<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que vivemos o momento mais cr\u00edtico desde a redemocratiza\u00e7\u00e3o. Os esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o e o envolvimento direto de pessoas ligadas ao governo mostram que nossa democracia ainda precisa ser aperfei\u00e7oada, e que o brasileiro de uma forma geral precisa absorver valores verdadeiramente republicanos.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea acredita numa melhora das condi\u00e7\u00f5es de trabalho do servidor p\u00fablico federal nos pr\u00f3ximos anos?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 toda uma cobran\u00e7a social por servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade. Para isso acontecer precisa de duas coisas: investimentos estruturais e uma pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do servidor p\u00fablico. Neste cen\u00e1rio de crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica n\u00e3o consigo vislumbrar boa vontade do governo neste sentido. Os servidores precisar\u00e3o de muita uni\u00e3o e engajamento para mudar esse panorama.<\/p>\n<p><strong>Do que a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal mais precisa, na sua opini\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acredito sinceramente que evolu\u00edmos muito nos \u00faltimos anos. A chegada de t\u00e9cnicos sem apoio pol\u00edtico a cargos estrat\u00e9gicos antes ocupados apenas por apadrinhados foi uma revolu\u00e7\u00e3o na pol\u00edcia, revolu\u00e7\u00e3o esta que s\u00f3 foi poss\u00edvel por causa de meia d\u00fazia de abnegados que arriscaram seus empregos para encerrar um ciclo pol\u00edtico que atrasava a PRF e que certamente teria uma sobrevida de muitos anos caso nada fosse feito \u00e0 \u00e9poca. Para a PRF crescer, \u00e9 necess\u00e1ria a cria\u00e7\u00e3o de um verdadeiro esp\u00edrito de corpo, e n\u00e3o apenas propaganda institucional interna. \u00c9 necess\u00e1rio principalmente que os colegas que priorizam suas carreiras tenham a consci\u00eancia que o sucesso da gest\u00e3o deles passa principal e necessariamente na conjuga\u00e7\u00e3o de seus interesses com os do efetivo. Se, de fato, conseguirmos esse \u201ccasamento\u201d, o c\u00e9u ser\u00e1 o limite!<\/p>\n<p>Fonte: SINPRF\/BA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O policial rodovi\u00e1rio federal Filipe Bezerra encontrou na escrita uma forma de expor e analisar o cotidiano da sua profiss\u00e3o,<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":42438,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,10,1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42435"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42435\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}