{"id":42831,"date":"2015-03-05T14:26:51","date_gmt":"2015-03-05T17:26:51","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=42831"},"modified":"2015-03-05T14:26:51","modified_gmt":"2015-03-05T17:26:51","slug":"sp-mulheres-conquistam-pela-1a-vez-aumento-salarial-maior-que-o-dos-homens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/sp-mulheres-conquistam-pela-1a-vez-aumento-salarial-maior-que-o-dos-homens\/","title":{"rendered":"SP: Mulheres conquistam pela 1\u00aa vez aumento salarial maior que o dos homens"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_40516\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheresvale_esta1.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-40516\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-40516\" title=\"Mulheres\" src=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheresvale_esta1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-40516\" class=\"wp-caption-text\">Foto ilustrativa<\/p><\/div>\n<p>A maioria das mulheres continua ganhando menos do que os homens no mercado de trabalho, mas, pela primeira vez, no ano passado, a m\u00e3o de obra feminina teve valoriza\u00e7\u00e3o maior na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo. O ganho por hora trabalhada aumentou 5,3%, passando de R$ 9,31 para R$ 9,80. Para os homens, esse valor teve queda de 0,2%, caindo de R$ 12,07 para R$ 12,04. Os dados fazem parte da pesquisa sobre a mulher no mercado de trabalho, feita em conjunto pela Funda\u00e7\u00e3o Sistema Estadual de An\u00e1lise de Dados (Funda\u00e7\u00e3o Seade) e o Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), divulgada hoje (5).<\/p>\n<p>A renda das mulheres atualmente \u00e9 81,04% do que recebem os homens. Em 2013, elas ganhavam R$ 77,01% da renda deles. O rendimento m\u00e9dio real das mulheres foi calculado em R$ 1.594 e dos homens, em R$ 2.215. A jornada semanal deles \u00e9 maior (43 horas), contra 38 delas. As mulheres conseguiram melhoria de renda, principalmente, na ind\u00fastria (3,3%), no com\u00e9rcio (3,1%) e nos servi\u00e7os (1,6%) e obtiveram crescimento acima do recebido pelos homens em \u00e1reas que at\u00e9, recentemente, eram predominantemente masculinas, como inform\u00e1tica, atividades financeiras, seguros e servi\u00e7os relacionados.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, nem todas as trabalhadoras conseguiram expans\u00e3o da renda. As que atuam no setor p\u00fablico, tiveram recuo de 1,6% e as do setor privado, pequena eleva\u00e7\u00e3o, de apenas 1,1%. O segmento que fez a diferen\u00e7a foi o grupo que trabalha por conta pr\u00f3pria, fornecendo seus servi\u00e7os ou produtos a empresas. Em m\u00e9dia, essas mulheres conseguiram ganho 5,8% acima do obtido, em 2013. As aut\u00f4nomas que atendem, diretamente, ao p\u00fablico, enfrentaram queda de 4,2%.<\/p>\n<p>A taxa de participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado de trabalho ficou est\u00e1vel em 55,1%. No caso dos homens ocorreu ligeiro recuo, passando de 70,6% para 70,5%. O desemprego cresceu para ambos os sexos. A taxa \u00e9 maior entre as mulheres, tendo atingido 12,2% da Popula\u00e7\u00e3o Economicamente Ativa (Pea) contra 11,7%, em 2013. Com esse aumento foi interrompida a trajet\u00f3ria de queda registrada desde 2004. A taxa de desemprego entre os homens passou de 9,2% para 9,6%.<\/p>\n<p>Na justificativa, a Funda\u00e7\u00e3o Seade e o Dieese apontam para o fato de que as mulheres t\u00eam assumido cada vez mais o posto de chefes de fam\u00edlia, al\u00e9m de uma evolu\u00e7\u00e3o na capacita\u00e7\u00e3o para a disputa de vagas com mais escolaridade.<\/p>\n<p>Quanto ao n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o, o saldo entre as contrata\u00e7\u00f5es e demiss\u00f5es foi negativo em 0,1% paras mulheres com um corte de 39 mil postos de trabalho, o que reflete, principalmente, o desempenho na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o com queda de 1,6% e no com\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas (-11,2%).<\/p>\n<p>Essas retra\u00e7\u00f5es foram de alguma forma minimizadas por ocupa\u00e7\u00f5es em alta de 16,1% no segmento de constru\u00e7\u00e3o; servi\u00e7os (2,8%) e outras atividades, por exemplo, as relacionadas \u00e0 arte, cultura, ao esporte e \u00e0 recrea\u00e7\u00e3o (3%).<\/p>\n<p>Para os homens, o n\u00edvel de emprego foi positivo em 0,7%, com maiores chances de trabalho nas atividades voltadas \u00e0 arte, cultura, ao esporte e \u00e0 recrea\u00e7\u00e3o (10,2%).<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es de trabalho das assalariadas melhorou, com aumento de 1,5% nos contratos com carteira assinada e redu\u00e7\u00e3o de 6,5% nas tarefas executadas sem carteira. Esse avan\u00e7o foi observado, sobretudo, em raz\u00e3o da presen\u00e7a maior no setor p\u00fablico, em que a ocupa\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra feminina cresceu 5,9%, enquanto a participa\u00e7\u00e3o dos homens declinou em 1%.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de assalariadas com carteira assinada subiu de 50,3% (em 2013) para 51,1% (em 2014), no setor privado, e de 10,2% (em 2013) para 10,8% (em 2014), no setor p\u00fablico. A parcela que atua em empregos dom\u00e9sticos caiu de 14% para 13,7%. O relat\u00f3rio destaca que esses cargos s\u00e3o ocupados mais por mulheres de faixas et\u00e1rias mais elevadas e com menor escolaridade.<\/p>\n<p>Fonte: EBC<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria das mulheres continua ganhando menos do que os homens no mercado de trabalho, mas, pela primeira vez, no<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":40516,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42831"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42831"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42831\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42831"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42831"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42831"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}