{"id":43297,"date":"2015-03-30T22:05:31","date_gmt":"2015-03-31T01:05:31","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=43297"},"modified":"2015-03-30T22:05:31","modified_gmt":"2015-03-31T01:05:31","slug":"quase-60-das-policiais-mulheres-acreditam-que-comportamento-incentiva-o-assedio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/quase-60-das-policiais-mulheres-acreditam-que-comportamento-incentiva-o-assedio\/","title":{"rendered":"Quase 60% das policiais mulheres acreditam que comportamento incentiva o ass\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_40515\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheresvale_esta.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-40515\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-40515\" title=\"mulheresvale_esta\" src=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mulheresvale_esta-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-40515\" class=\"wp-caption-text\">Foto ilustrativa<\/p><\/div>\n<p>Uma pesquisa sobre as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero nas corpora\u00e7\u00f5es policiais mostrou que 57,4% das 2.415 policiais femininas entrevistadas acreditam que o comportamento das mulheres no trabalho pode incentivar coment\u00e1rios inapropriados ou ass\u00e9dio, tanto moral quanto sexual. Entre os policiais masculinos que responderam \u00e0 pesquisa, 63,2% compartilham da mesma opini\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo a diretora executiva do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Fbsp), Samira Bueno, \u00e9 preciso desmistificar essa vis\u00e3o porque as mulheres n\u00e3o podem ser responsabilizadas pela viol\u00eancia que sofrem. \u201c\u00c9 interessante ver como isso est\u00e1 colocado na cabe\u00e7a das mulheres, reflexo da cultura machista que faz parte da nossa sociedade\u201d, disse. Al\u00e9m disso, 40,4% das entrevistadas acreditam que as mulheres usam de troca de favores sexuais para ascender hierarquicamente na institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Fbsp fez a pesquisa <a title=\"mulheres ass\u00e9dio\" href=\"http:\/\/www.forumseguranca.org.br\/files\/files\/MulheresInstituicoesPolicias_final.pdf\">\u201cAs Mulheres nas Institui\u00e7\u00f5es Policiais\u201d<\/a> em parceria com o N\u00facleo de Estudos em Organiza\u00e7\u00f5es e Pessoas da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas, a Secretaria Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e o Centro de Estudos de Criminalidade e Seguran\u00e7a P\u00fablica da Universidade Federal de Minas Gerais.<\/p>\n<p>Foram ouvidos 13.055 policiais em todo pa\u00eds, de 12 a 26 de fevereiro de 2015, das pol\u00edcias Civil, Militar, T\u00e9cnico Cient\u00edfica, Federal e Rodovi\u00e1ria Federal, Corpo de Bombeiros e guardas municipais. A pesquisa foi respondida voluntariamente por meio de formul\u00e1rio eletr\u00f4nico.<\/p>\n<p>Das mulheres entrevistadas, 39,2% declaram ter sido v\u00edtima de algum tipo de ass\u00e9dio (moral ou sexual) dentro da pr\u00f3pria corpora\u00e7\u00e3o. Dentre essas, 74,5% se declaram v\u00edtimas de ass\u00e9dio moral e 25,5% afirmam ter sido assediadas sexualmente, sentindo-se desrespeitadas ou for\u00e7adas a dar consentimento. Entre os homens, dos 20,1% que declararam que foram assediados, 95,6% sofreram ass\u00e9dio moral.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, apenas 11,8% das policiais prestaram queixa do ass\u00e9dio e, destas, 68% n\u00e3o ficaram satisfeitas com os desdobramentos da den\u00fancia. No caso dos homens, 11,7% prestaram queixa e desses 80,7% n\u00e3o ficaram satisfeitos com o resultado. Entre os desfechos citados est\u00e3o o arquivamento da den\u00fancia, sindic\u00e2ncia interna, advert\u00eancia formal, transfer\u00eancia do denunciado, promo\u00e7\u00e3o do denunciado, al\u00e9m daqueles que desconhecem o desfecho.<\/p>\n<p>Segundo Samira, os resultados tamb\u00e9m mostram a perspectiva dos homens em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mulheres e os n\u00edveis de viol\u00eancia a que s\u00e3o submetidas. \u201cAs mulheres est\u00e3o mais vulner\u00e1veis ao ass\u00e9dio. Se compararmos as respostas, \u00e9 mais comum para as mulheres perceberem piadas ou coment\u00e1rios inapropriados como formas de viol\u00eancia e os homens n\u00e3o entendem isso como ofensa. Mas 62,9% das mulheres passaram por essa situa\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p>A diretora explicou que o objetivo da pesquisa era explorar as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero nas institui\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a p\u00fablica, tendo em vista o crescente protagonismo das mulheres nesse trabalho. Segundo o Fbsp, estima-se que o Brasil tenha cerca de 75 mil policiais femininas, ou cerca de 12% do universo pesquisado.<\/p>\n<p>\u201cA maior parte das policiais n\u00e3o sabem como denunciar, as corpora\u00e7\u00f5es n\u00e3o tem fluxo definido para quando esse ass\u00e9dio acontece. As corregedorias, em tese, podem receber den\u00fancias, mas n\u00e3o t\u00eam protocolos ou normativas, \u00e9 muito subjetivo\u201d, disse Samira. Entre os canais utilizados pelos policiais para den\u00fancias, segundo a pesquisa, est\u00e3o a Corregedoria e a Ouvidoria, delegacias de pol\u00edcia, o Minist\u00e9rio P\u00fablico e as entidades de classe (associa\u00e7\u00e3o ou sindicato).<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa sobre as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero nas corpora\u00e7\u00f5es policiais mostrou que 57,4% das 2.415 policiais femininas entrevistadas acreditam que<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":42802,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43297"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43297"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43297\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}