{"id":44116,"date":"2015-05-15T16:17:02","date_gmt":"2015-05-15T19:17:02","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=44116"},"modified":"2015-05-15T16:17:02","modified_gmt":"2015-05-15T19:17:02","slug":"policiais-defendem-reformulacao-do-modelo-de-seguranca-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/policiais-defendem-reformulacao-do-modelo-de-seguranca-publica\/","title":{"rendered":"Policiais defendem reformula\u00e7\u00e3o do modelo de seguran\u00e7a p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" title=\"reuniao senado\" src=\"http:\/\/www.camara.gov.br\/internet\/bancoimagem\/banco\/img20150514131745478653.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"197\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Foto: Ag\u00eancia C\u00e2mara<\/p><\/div>\n<p>A necessidade de reformula\u00e7\u00e3o ou aprimoramento do modelo da seguran\u00e7a p\u00fablica no Brasil \u00e9 uma unanimidade entre os representantes de associa\u00e7\u00f5es de delegados, policiais e peritos que foram ouvidos nesta quinta-feira (14) pela Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) da Viol\u00eancia contra Jovens Pobres e Negros.<\/p>\n<p>Algumas posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais extremas, como a do vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Entidades de Pra\u00e7as Militares Estaduais, Heder Martins de Oliveira. Ele afirma que o modelo de seguran\u00e7a p\u00fablica no Brasil est\u00e1 falido. \u201cHoje, no Brasil, apenas 8% dos inqu\u00e9ritos s\u00e3o conclu\u00eddos. Desses 8%, apenas 3% se transformam em condena\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p>Segundo o Mapa da Viol\u00eancia, o combate ao crime no Brasil mata mais policiais no Pa\u00eds do que no resto do mundo. A representante da Associa\u00e7\u00e3o dos Delegados de Pol\u00edcia Federal, Tatiane Almeida, lembrou que 60% dos policiais militares s\u00e3o negros.<\/p>\n<p>Uma das solu\u00e7\u00f5es apontadas foi a implanta\u00e7\u00e3o no Brasil do modelo chamado de pol\u00edcia de ciclo completo que consiste na atribui\u00e7\u00e3o \u00e0 mesma corpora\u00e7\u00e3o policial o trabalho de preven\u00e7\u00e3o e apura\u00e7\u00e3o de crimes. Atualmente, a Pol\u00edcia Militar tem car\u00e1ter preventivo e ostensivo e a Pol\u00edcia Civil tem fun\u00e7\u00e3o investigativa.<\/p>\n<p>Viol\u00eancia policial<br \/>\nA a\u00e7\u00e3o violenta dos policiais n\u00e3o \u00e9 uma orienta\u00e7\u00e3o institucional, segundo todos os convidados, mas o comportamento violento do policial tem explica\u00e7\u00e3o, diz o representante da Federa\u00e7\u00e3o dos Profissionais em Papiloscopia e Identifica\u00e7\u00e3o, Ayran da Silva.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s precisamos estabelecer uma conviv\u00eancia mais pr\u00f3xima da comunidade com a institui\u00e7\u00e3o policial\u201d, defendeu Ayran. \u201cPrecisa se estabelecer rela\u00e7\u00f5es onde se adquira maior confian\u00e7a, mas a comunidade passa a ter mais medo da pol\u00edcia pelo distanciamento que se criou do que daqueles que est\u00e3o aliciando [para o crime].&#8221;<\/p>\n<p>Esse aliciamento atinge o jovem brasileiro porque ele \u00e9 alvo f\u00e1cil do tr\u00e1fico internacional. Segundo o representante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criminal\u00edstica, Bruno Teles, isso ocorre por uma caracter\u00edstica social do jovem.<\/p>\n<p>&#8220;Primeiro porque ele \u00e9 jovem, tem uma necessidade de inclus\u00e3o social mais alta, tem uma necessidade de provar o seu valor, provar sucesso, e sucesso, atualmente, nessa sociedade que ser \u00e9 ter, sucesso \u00e9 dinheiro, e n\u00e3o tem dinheiro que paga mais em periferia do que trabalhar no tr\u00e1fico de drogas&#8221;, critica Bruno Teles.<\/p>\n<p>Plano nacional<br \/>\nO presidente da CPI, Reginaldo Lopes (PT-MG), afirma que a meta da comiss\u00e3o \u00e9 lutar por um Plano Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica. &#8220;H\u00e1 uma cultura no Brasil de discutir esse tema, mas n\u00e3o h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o neste Pa\u00eds de elaborar um plano. E a CPI quer elaborar um pacto federativo e elaborar um plano tamb\u00e9m de metas nesse sentido&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Fracasso nas investiga\u00e7\u00f5es<br \/>\nO representante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criminal\u00edstica, Bruno Teles, citou um estudo da UFRJ feito em 2007 sobre o sucesso de investiga\u00e7\u00e3o criminal. No Rio de Janeiro, a solu\u00e7\u00e3o de roubos e furtos \u00e9 de 0,49%. No Pa\u00eds, o \u00edndice varia entre 3 e 8%, dependendo do estado. E os n\u00fameros valem apenas para os crimes que viram inqu\u00e9rito, porque apenas 40% dos crimes s\u00e3o comunicados \u00e0 pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Segundo Bruno Teles, apenas os casos que atraem os meios de comunica\u00e7\u00e3o ou em que as v\u00edtimas t\u00eam melhor condi\u00e7\u00e3o social s\u00e3o investigados com mais aten\u00e7\u00e3o. O representante da Adepol, Associa\u00e7\u00e3o de Delegados de Pol\u00edcia, Jo\u00e3o Maciel Claro, defendeu o aumento de investimentos na pol\u00edcia e o aumento da pena de recolhimento do menor infrator, para igualar \u00e0 puni\u00e7\u00e3o do criminoso adulto.<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo passo<br \/>\nO pr\u00f3ximo passo da CPI ser\u00e1 discutir o modelo de policiamento, ouvir representantes dos seis estados com maior \u00edndice de viol\u00eancia e dos seis estados com menor \u00edndice para avaliar as diferen\u00e7as entre as formas de tratar o assunto.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e3mara, com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A necessidade de reformula\u00e7\u00e3o ou aprimoramento do modelo da seguran\u00e7a p\u00fablica no Brasil \u00e9 uma unanimidade entre os representantes de<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":37370,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3,4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44116"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44116"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44116\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44116"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44116"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44116"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}