{"id":4550,"date":"2012-01-17T18:11:33","date_gmt":"2012-01-17T21:11:33","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=4550"},"modified":"2012-01-17T18:11:33","modified_gmt":"2012-01-17T21:11:33","slug":"batalha-contra-o-crack-parece-ainda-nao-ter-comecado-no-plano-federal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/batalha-contra-o-crack-parece-ainda-nao-ter-comecado-no-plano-federal\/","title":{"rendered":"Batalha contra o crack parece ainda n\u00e3o ter come\u00e7ado no plano federal"},"content":{"rendered":"<p><em>Quase dois meses depois do lan\u00e7amento do programa federal contra o entorpecente, houve apenas a\u00e7\u00f5es pontuais na \u00e1rea da sa\u00fade. No campo da seguran\u00e7a, especialistas debatem o papel da pol\u00edcia ap\u00f3s as opera\u00e7\u00f5es na cracol\u00e2ndia de S\u00e3o Paulo<\/em><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/20120117074558666797u.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-4551\" title=\"20120117074558666797u\" src=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/20120117074558666797u-300x150.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"150\" \/><\/a>Quarenta dias depois que a presidente Dilma Rousseff lan\u00e7ou o plano Crack, \u00e9 Poss\u00edvel Vencer, a batalha contra a droga parece ainda n\u00e3o ter come\u00e7ado no plano federal. Apenas a\u00e7\u00f5es relacionadas ao tratamento j\u00e1 foram efetivamente executadas, por meio do repasse de cerca de R$ 15 milh\u00f5es feito pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade a oito munic\u00edpios considerados priorit\u00e1rios. Na \u00e1rea de repress\u00e3o, entretanto, nada saiu do papel. Aumento de efetivo policial nas fronteiras, contrata\u00e7\u00e3o de agentes federais e at\u00e9 c\u00e2meras para monitorar a rotina nas cracol\u00e2ndias s\u00e3o algumas das medidas ainda sem data para ocorrer. O monitoramento dos espa\u00e7os de uso, que poderia minimizar a presen\u00e7a da pol\u00edcia, t\u00e3o criticada na opera\u00e7\u00e3o deflagrada pelo governo de S\u00e3o Paulo desde o in\u00edcio do ano, s\u00f3 poder\u00e1 ser feito quando os estados aderirem ao programa federal. S\u00f3 que nenhum, at\u00e9 agora, assinou o pacto.<\/p>\n<p>A assessoria de imprensa da pasta esclareceu que s\u00f3 depois da assinatura do pacto \u00e9 que a Uni\u00e3o repassar\u00e1 os recursos aos estados, que far\u00e3o a compra das c\u00e2meras que permitir\u00e3o o monitoramento das \u00e1reas de uso coletivo, cujo principal objetivo ser\u00e1 identificar pequenos traficantes. Enquanto nenhum estado adere formalmente, o plano contra o crack, pelo menos na \u00e1rea da seguran\u00e7a, est\u00e1 na fase das \u201cconversas t\u00e9cnicas\u201d. A mais recente foi realizada ontem, no Recife, entre integrantes do governo local e da Secretaria Nacional de Pol\u00edticas sobre Drogas (Senad), ligada ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. Com a experi\u00eancia de S\u00e3o Paulo, criticada pelo efeito da pol\u00edcia nas cracol\u00e2ndias, que dispersou os usu\u00e1rios pela cidade, o governo federal recomendar\u00e1 \u00e0s unidades da Federa\u00e7\u00e3o que a abordagem aos viciados nas ruas se d\u00ea com pol\u00edcia, assistente social e profissional de sa\u00fade, ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>Para tal recomenda\u00e7\u00e3o, o governo federal se inspira na controv\u00e9rsia gerada em S\u00e3o Paulo, onde a pol\u00edcia tem dispersado os usu\u00e1rios e, com isso, estaria supostamente dificultando a abordagem por parte das equipes de sa\u00fade, al\u00e9m do uso de balas de borracha e bombas de efeito moral. Mas, como a Uni\u00e3o n\u00e3o tem poder de determinar como as pol\u00edcias estaduais devem agir, caber\u00e1 a cada governador ou prefeito determinar os limites da atua\u00e7\u00e3o dos homens fardados nas opera\u00e7\u00f5es locais contra o crack.<\/p>\n<p><strong>Ocupa\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>O tema \u00e9 pol\u00eamico n\u00e3o apenas entre os gestores que se deparam agora com todos os riscos pol\u00edticos relacionados \u00e0 forma de combater a droga, mas tamb\u00e9m entre especialistas. Para o psiquiatra Emmanuel Fortes, que integra o Conselho Federal de Medicina, a presen\u00e7a policial deve ser mantida em outros estados, assim como S\u00e3o Paulo vem fazendo. \u201cO Estado brasileiro n\u00e3o liberou a droga. Ent\u00e3o, a pol\u00edcia tem que ocupar esses espa\u00e7os. A deten\u00e7\u00e3o da pessoa que porta droga para consumo ou para traficar est\u00e1 prevista em lei, n\u00e3o \u00e9 uma viola\u00e7\u00e3o das liberdades individuais, como muitos est\u00e3o apregoando por a\u00ed\u201d, defende.<\/p>\n<p>Para Ign\u00e1cio Cano, especialista em seguran\u00e7a p\u00fablica da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o temor \u00e9 que a opera\u00e7\u00e3o na cracol\u00e2ndia, com o uso da pol\u00edcia, evidencie outros objetivos menos nobres do que convencer o usu\u00e1rio a se tratar. \u201cEm geral, as a\u00e7\u00f5es t\u00eam se pautado pelo intuito de limpar um territ\u00f3rio de alto interesse. Essa estrat\u00e9gia tem certo sucesso temporal, mas passado um per\u00edodo os grupos voltam a se organizar. As medidas autorit\u00e1rias colocam-se no lugar de conquistar a vontade do usu\u00e1rio de se tratar, sem a qual qualquer esfor\u00e7o \u00e9 em v\u00e3o\u201d, afirma. Para Fortes, entretanto, a desconcentra\u00e7\u00e3o causada pela pol\u00edcia \u00e9 positiva, porque dificulta o acesso \u00e0 droga. \u201cReunidos, fica f\u00e1cil para o pequeno traficante distribuir. A dificuldade de equipes de sa\u00fade alcan\u00e7arem esses usu\u00e1rios \u00e9 o efeito colateral, que pode ser vencido\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es na \u00e1rea da sa\u00fade<\/p>\n<p>Cerca de R$ 15 milh\u00f5es foram repassados desde o lan\u00e7amento do plano a sete munic\u00edpios priorit\u00e1rios e ao Distrito Federal na quest\u00e3o do crack. Saiba mais:<\/p>\n<p>S\u00c3O PAULO<br \/>\nInvestimento: R$ 3,2 milh\u00f5es<br \/>\nA\u00e7\u00e3o: custeio de 150 leitos para tratamento.<\/p>\n<p>S\u00c3O BERNARDO DO CAMPO (SP)<br \/>\nInvestimento: R$ 1 milh\u00e3o<br \/>\nA\u00e7\u00f5es: custeio de um Centro de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial (Caps) 24 horas, duas unidades de acolhimento adulto e 50 leitos.<\/p>\n<p>RECIFE<br \/>\nInvestimento: R$ 2,8 milh\u00f5es<br \/>\nA\u00e7\u00e3o: transforma\u00e7\u00e3o de quatro Caps em unidades 24 horas. Aumento de repasse para um Caps \u00c1lcool e Drogas 24 horas. Apoio a quatro unidades de acolhimento de adultos, quatro unidades de acolhimento infantil e 190 leitos.<\/p>\n<p>RIO DE JANEIRO<br \/>\nInvestimento: R$ 2,8 milh\u00f5es<br \/>\nA\u00e7\u00f5es: aumento de custeio para dois Caps \u00c1lcool e Drogas e tr\u00eas unidade de acolhimento. Aumento de custeio para 75.<\/p>\n<p>SALVADOR<br \/>\nInvestimento: R$ 258 mil<br \/>\nA\u00e7\u00f5es: custeio de uma unidade de acolhimento para adultos, um consult\u00f3rio na rua e 15 leitos.<\/p>\n<p>FORTALEZA<br \/>\nInvestimento: R$ 1,7 milh\u00e3o<br \/>\nA\u00e7\u00f5es: aumento de custeio para 14 Caps, dos quais dois s\u00e3o para crian\u00e7as e seis especializados em \u00e1lcool e drogas, totalizando 112 leitos.<\/p>\n<p>PORTO ALEGRE<br \/>\nInvestimento: R$ 1,3 milh\u00e3o<br \/>\nA\u00e7\u00f5es: aumento de custeio para 55 leitos, quatro Caps 24 horas, uma unidade de acolhimento adulto e um consult\u00f3rio na rua. At\u00e9 2014, Porto Alegre vai ter 225 novos leitos.<\/p>\n<p>DISTRITO FEDERAL<br \/>\nInvestimento: R$ 1,7 milh\u00e3o<br \/>\nA\u00e7\u00f5es: aumento de custeio para tr\u00eas Caps para dist\u00farbios psiqui\u00e1tricos, um Caps 24 horas, um Caps \u00c1lcool e Drogas, al\u00e9m de 65 leitos.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/brasil\/2012\/01\/17\/interna_brasil,286607\/batalha-contra-o-crack-parece-ainda-nao-ter-comecado-no-plano-federal.shtml\" target=\"_blank\">Correio Braziliense<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase dois meses depois do lan\u00e7amento do programa federal contra o entorpecente, houve apenas a\u00e7\u00f5es pontuais na \u00e1rea da sa\u00fade.<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":4551,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4550"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4550"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4550\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4550"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4550"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}