{"id":4579,"date":"2012-01-18T14:37:30","date_gmt":"2012-01-18T17:37:30","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=4579"},"modified":"2012-01-18T14:37:30","modified_gmt":"2012-01-18T17:37:30","slug":"pais-perde-r-145-bi-com-acidentes-em-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/pais-perde-r-145-bi-com-acidentes-em-2011\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds perde R$ 14,5 bi com acidentes em 2011"},"content":{"rendered":"<p><em>Brasil tem o quinto maior n\u00famero de mortes no tr\u00e2nsito do mundo, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade.\u00a0Dinheiro equivale \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o do ano do Acre, Alagoas, Amap\u00e1, Tocantins, Maranh\u00e3o, Para\u00edba e Sergipe<br \/>\n<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>O Brasil deve perder cerca de R$ 14,5 bilh\u00f5es com acidentes nas estradas federais em 2011 -o que equivale a toda arrecada\u00e7\u00e3o de impostos no ano do Acre, Alagoas, Amap\u00e1, Maranh\u00e3o, Para\u00edba, Sergipe e Tocantins juntos.<\/p>\n<p>Segundo levantamento feito pela\u00a0<strong>Folha<\/strong>\u00a0com dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada) e da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, os acidentes nas estradas brasileiras j\u00e1 custaram R$ 9,565 bilh\u00f5es ao pa\u00eds este ano at\u00e9 agosto, o dado mais recente dispon\u00edvel, um crescimento de 4,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2010, descontada a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foram 4.768 acidentes com mortes, 43.361 com feridos e 79.430 sem feridos nas estradas federais do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil deveria adotar um plano unificado de seguran\u00e7a vi\u00e1ria, com metas s\u00e9rias para redu\u00e7\u00e3o de acidentes&#8221;, diz Andr\u00e9 Horta, analista do Cesvi, centro que estuda seguran\u00e7a vi\u00e1ria.<\/p>\n<p>Segundo pesquisadores do Ipea, cerca de 60% do preju\u00edzo econ\u00f4mico decorrente de um acidente vi\u00e1rio v\u00eam de perda de produ\u00e7\u00e3o: a pessoa que morre ou fica incapacitada e deixa de produzir.<\/p>\n<p>Os outros custos dos acidentes v\u00eam de atendimento hospitalar, danos ao ve\u00edculo, entre outros. Segundo o Ipea, um acidente com morte custa, em m\u00e9dia, R$ 567 mil.<\/p>\n<p><strong>PACTO PELA REDU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>O analista do Cesvi lembra que o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio da resolu\u00e7\u00e3o da ONU que estabelece entre 2011 e 2020 a &#8220;D\u00e9cada de A\u00e7\u00e3o para Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria&#8221;. Os signat\u00e1rios se comprometem a reduzir em 50% as mortes em acidentes em dez anos.<\/p>\n<p>A Espanha estabeleceu um plano nacional e conseguiu diminuir em 57% as mortes nas estradas, em sete anos consecutivos de queda.<\/p>\n<p>No Brasil, as mortes nas vias cresceram em m\u00e9dia 7% ao ano desde 2004. Em 2010, foram mais de 40 mil &#8211; maior registro do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em ao menos 15 anos.<\/p>\n<p>O pa\u00eds tem o quinto maior n\u00famero de mortes no tr\u00e2nsito do mundo, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade -atr\u00e1s de \u00cdndia, China, EUA e R\u00fassia. O governo brasileiro prop\u00f4s em maio um plano de redu\u00e7\u00e3o de acidentes, que ainda n\u00e3o avan\u00e7ou.<\/p>\n<p>Um dos grandes problemas \u00e9 que as estradas deixaram de ser eminentemente rurais e se tornaram urbanas.<\/p>\n<p>Na medida que h\u00e1 aumento de fluxo, cresce a chance de acidentes. &#8220;E o quadro da pol\u00edcia rodovi\u00e1ria n\u00e3o aumenta no mesmo ritmo que os carros&#8221;, diz Horta.<\/p>\n<p>Outro fator por tr\u00e1s da alta dos acidentes foi o aumento no n\u00famero de motocicletas. Hoje, elas s\u00e3o 22% da frota. Em 2001, eram s\u00f3 13%.<\/p>\n<p>O aumento se refletiu nas estat\u00edsticas de mortes: em 2002, a maior causa eram atropelamentos; desde 2009, as mortes de motociclistas j\u00e1 superam as de pedestres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil tem o quinto maior n\u00famero de mortes no tr\u00e2nsito do mundo, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade.\u00a0Dinheiro equivale \u00e0<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":4586,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4579"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4579"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4579\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}