{"id":46264,"date":"2015-09-23T15:44:53","date_gmt":"2015-09-23T18:44:53","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=46264"},"modified":"2015-09-23T15:44:53","modified_gmt":"2015-09-23T18:44:53","slug":"cada-acidente-rodoviario-custa-em-media-r-73-mil-ao-pais-aponta-ipea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/cada-acidente-rodoviario-custa-em-media-r-73-mil-ao-pais-aponta-ipea\/","title":{"rendered":"Cada acidente rodovi\u00e1rio custa em m\u00e9dia R$ 73 mil ao pa\u00eds, aponta Ipea"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/77\/2015\/09\/04\/4set2015---seis-pessoas-da-mesma-familia-morreram-em-um-acidente-envolvendo-uma-carreta-e-um-carro-de-passeio-na-br-251-a-cinco-quilometros-do-trevo-de-entrada-de-grao-mogol-mg-a-570-km-de-belo-1441378439959_615x300.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/77\/2015\/09\/04\/4set2015---seis-pessoas-da-mesma-familia-morreram-em-um-acidente-envolvendo-uma-carreta-e-um-carro-de-passeio-na-br-251-a-cinco-quilometros-do-trevo-de-entrada-de-grao-mogol-mg-a-570-km-de-belo-1441378439959_615x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"146\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Em 2014, 169 mil acidentes de tr\u00e2nsito aconteceram nas rodovias federais<\/p><\/div>\n<p>O Brasil registra cerca de 169 mil acidentes de tr\u00e2nsito em rodovias federais por ano, que custam em m\u00e9dia R$ 72,7 mil ao pa\u00eds. Os n\u00fameros s\u00e3o do relat\u00f3rio &#8220;Acidentes de Tr\u00e2nsito nas Rodovias Federais Brasileiras: Caracteriza\u00e7\u00e3o, Tend\u00eancias e Custos para a Sociedade&#8221;, divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica e Aplicada). O estudo foi feito com base em dados da PRF (Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal).<\/p>\n<p>Em 2014, 23 pessoas morreram por dia em rodovias federais por conta de acidentes. O custo total com mortos, feridos e danos materiais foi de R$ 12 bilh\u00f5es. A cifra chega a R$ 40 bilh\u00f5es quando somados aos acidentes em rodovias estaduais e municipais.<\/p>\n<p>&#8220;O maior valor estimado \u00e9 referente \u00e0 perda de produ\u00e7\u00e3o das pessoas (43%), ou seja, quanto de renda uma v\u00edtima de tr\u00e2nsito deixa de auferir tanto ao longo do per\u00edodo em que esteja afastada das atividades econ\u00f4micas quanto, no caso de morte, em rela\u00e7\u00e3o a sua expectativa de vida. Os impactos da perda de produ\u00e7\u00e3o recaem sobre a previd\u00eancia social e tamb\u00e9m sobre a fam\u00edlia, em fun\u00e7\u00e3o de seu empobrecimento. O segundo maior custo \u00e9 o dano veicular, representando cerca de 30% do total, seguido dos custos hospitalares (20%)&#8221;, informa.<\/p>\n<p><strong>Varia\u00e7\u00e3o conforme a gravidade<\/strong><\/p>\n<p>O custo m\u00e9dio de cada acidente no pa\u00eds varia de acordo com a gravidade. No caso dos acidentes com morte, esse custo m\u00e9dio sobe para R$ 646 mil.<\/p>\n<p>&#8220;Esse tipo de acidente respondeu por menos de 5% do total de ocorr\u00eancias, mas representou cerca de 35% dos custos totais, indicando a necessidade de intensifica\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas de redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente da quantidade dos acidentes, mas tamb\u00e9m da sua gravidade&#8221;, diz o estudo.<\/p>\n<p>J\u00e1 o custo de um acidente sem feridos cai para R$ 23 mil. J\u00e1 um acidente com v\u00edtima ferida causa um gasto m\u00e9dio de R$ 90 mil.<\/p>\n<p>&#8220;Quando se compara os custos por modalidade de transporte envolvida nos acidentes, observa-se que os autom\u00f3veis respondem pela maior parte dos custos dos acidentes em fun\u00e7\u00e3o da maior frota circulante nas rodovias&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Para calcular o custo dos acidentes, o Ipea levou em conta que 64,7% dos gastos estavam associados \u00e0s v\u00edtimas dos acidentes, &#8220;como cuidados com a sa\u00fade e perda de produ\u00e7\u00e3o devido \u00e0s les\u00f5es ou morte&#8221;. Outros 34,7% eram referentes aos ve\u00edculos, &#8220;como danos materiais e perda de cargas, al\u00e9m dos procedimentos de remo\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos acidentados.&#8221;<\/p>\n<section><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/92\/2015\/09\/23\/acidente-2014-1443025110561_600x846.png\" alt=\"\" width=\"100%\" \/><\/section>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aumento de acidentes<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 10 anos, o Brasil registrou um aumento de 50,3% no n\u00famero acidentes em rodovias federais, quanto as mortes cresceram 34,5%. Apesar do crescimento absoluto, o taxa de acidentes caiu. Isso porque na \u00faltima d\u00e9cada foi registrado um crescimento de 136% na frota.<\/p>\n<p>&#8220;Isso pode indicar o sucesso de medidas de redu\u00e7\u00e3o de acidentes nas rodovias federais, como a concentra\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia nos trechos cr\u00edticos e melhorias da infraestrutura e equipamentos de controle de velocidade&#8221;, afirma o estudo.<\/p>\n<p>Em 2014, foram registrados 169 mil acidentes &#8211;uma m\u00e9dia de 463 por dia. Ao todo, 301 mil ve\u00edculos se envolveram e 8.227 morreram. Dois em cada tr\u00eas desses acidentes com v\u00edtimas fatais s\u00e3o em zonas rurais; j\u00e1 23% das mortes foram causadas por excesso de velocidade ou ultrapassagem indevida.<\/p>\n<p><strong>Acidentes com motos s\u00e3o mais fatais<\/strong><\/p>\n<p>A grande preocupa\u00e7\u00e3o das autoridades est\u00e1 no crescimento no n\u00famero de motos e acidentes envolvendo-as. &#8220;Apesar dos autom\u00f3veis estarem envolvidos na maior parte dos acidentes nas rodovias, aqueles envolvendo motocicletas s\u00e3o proporcionalmente mais letais. Eles respondem por cerca de 18% do total, mas em termos de mortes, respondem por 30% do total e 40% de todas as les\u00f5es graves&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Das mortes com motocicleta, 44% ocorreram no Nordeste. &#8220;Isso \u00e9 uma propor\u00e7\u00e3o muito maior do que a propor\u00e7\u00e3o de acidentes com envolvimento de motocicleta naquela regi\u00e3o. Isso \u00e9 preocupante em fun\u00e7\u00e3o de as maiores taxas de crescimento da frota de motocicleta ocorrerem justamente nos estados do Nordeste&#8221;, analisa.<\/p>\n<p>O Ipea tamb\u00e9m faz uma estimativa de mortes em rodovias estaduais e municipais. &#8220;Os acidentes de tr\u00e2nsito no Brasil matam cerca de 45 mil pessoas por ano (Datasus) e deixam mais de 160 mil pessoas com les\u00f5es graves numa estimativa conservadora&#8221;, aponta.<\/p>\n<p>&#8220;O quadro se agrava bastante no contexto observado nos \u00faltimos anos de aumento vertiginoso da frota de ve\u00edculos automotores. Mais ve\u00edculos nas ruas significam mais acidentes em termos absolutos, apesar de que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 frota, os indicadores t\u00eam mostrado certa queda, retratando um avan\u00e7o nos procedimentos de fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte da PRF, que intensificou as opera\u00e7\u00f5es nos trechos mais cr\u00edticos de acidentes&#8221;, conclui o Ipea.<\/p>\n<p>Fonte: UOL Not\u00edcias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registra cerca de 169 mil acidentes de tr\u00e2nsito em rodovias federais por ano, que custam em m\u00e9dia R$<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":46270,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46264"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46264"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46264\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}