{"id":50074,"date":"2016-09-14T10:27:59","date_gmt":"2016-09-14T13:27:59","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=50074"},"modified":"2018-03-28T13:59:14","modified_gmt":"2018-03-28T16:59:14","slug":"turma-recursal-reconhece-legitimidade-de-termo-de-ocorrencia-circunstanciado-lavrado-pela-policia-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/turma-recursal-reconhece-legitimidade-de-termo-de-ocorrencia-circunstanciado-lavrado-pela-policia-militar\/","title":{"rendered":"Turma Recursal reconhece legitimidade de Termo de Ocorr\u00eancia Circunstanciado lavrado pela Pol\u00edcia Militar"},"content":{"rendered":"<p>A Turma Recursal do Tribunal de Justi\u00e7a de Sergipe reconheceu, por unanimidade, nos autos das Apela\u00e7\u00f5es Criminais n\u00ba 201601003961, 201601004280 e 201601004541, a inexist\u00eancia de nulidade em termos de ocorr\u00eancia circunstanciados lavrados pela Pol\u00edcia Militar do Estado de Sergipe.<\/p>\n<p>O Juiz Relator dos recursos foi o magistrado Paulo Marcelo Silva Ledo que, de in\u00edcio, afirmou que a quest\u00e3o recursal cinge-se na possibilidade ou n\u00e3o da Pol\u00edcia Militar lavrar Termo de Ocorr\u00eancia Circunstanciado. \u201cA Lei dos Juizados Especiais Criminais previu, em seu art. 69, que a autoridade policial que tomar conhecimento da ocorr\u00eancia lavrar\u00e1 termo circunstanciado e o encaminhar\u00e1 imediatamente ao Juizado, com o autor do fato e a v\u00edtima,\u00a0providenciando-se as requisi\u00e7\u00f5es dos exames periciais necess\u00e1rios. Portanto, no \u00e2mbito do Juizado Especial Criminal h\u00e1 dispensa de instaura\u00e7\u00e3o de Inqu\u00e9rito Policial. Nesse contexto, observa-se que o Termo de Ocorr\u00eancia Circunstanciado \u00e9 uma pe\u00e7a de informa\u00e7\u00e3o diversa do Inqu\u00e9rito Policial, de natureza n\u00e3o investigativa, mas assemelhada a\u00a0<em>notitia criminis<\/em>, a qual poderia ser realizada por qualquer pessoa do povo ap\u00f3s o conhecimento da pr\u00e1tica de uma infra\u00e7\u00e3o penal, nos termos do art. 5\u00ba, \u00a73\u00ba, do CPP\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O magistrado sustentou tamb\u00e9m em seu entendimento que o termo \u201cAutoridade Policial\u201d mencionado pelo art. 69 da Lei 9.099\/95 n\u00e3o se restringe \u00e0 pol\u00edcia judici\u00e1ria, mas aos \u00f3rg\u00e3os em geral de Seguran\u00e7a P\u00fablica, j\u00e1 que o Termo de Ocorr\u00eancia Circunstanciado n\u00e3o possui car\u00e1ter investigat\u00f3rio. \u201cA substitui\u00e7\u00e3o do auto de pris\u00e3o em flagrante e do inqu\u00e9rito policial pela lavratura de termo circunstanciado, quando da not\u00edcia de realiza\u00e7\u00e3o de infra\u00e7\u00e3o de menor potencial ofensivo, foi uma op\u00e7\u00e3o legislativa que se justifica em raz\u00e3o do procedimento sumar\u00edssimo ser regido pelos crit\u00e9rios da informalidade, economia processual e celeridade\u201d.<\/p>\n<p>Ao final, o Juiz informou que a lavratura de Termo de Ocorr\u00eancia Circunstanciado realizado pela Pol\u00edcia Militar \u00e9 ato realizado conforme Provimento 06\/2015 da Corregedoria-Geral da Justi\u00e7a. \u201cAnte o exposto, voto no sentido de conhecer e dar provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o interposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado de Sergipe, a fim de reformar a decis\u00e3o terminativa de origem, para, reconhecendo a legitimidade do Termo de Ocorr\u00eancia Circunstanciado lavrado pela Pol\u00edcia Militar, determinar o retorno dos autos para regular processamento do procedimento criminal, com a designa\u00e7\u00e3o de nova audi\u00eancia preliminar\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Fonte: TJSE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Turma Recursal do Tribunal de Justi\u00e7a de Sergipe reconheceu, por unanimidade, nos autos das Apela\u00e7\u00f5es Criminais n\u00ba 201601003961, 201601004280<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":17203,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[26,2,1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50074"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50074"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50074\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56941,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50074\/revisions\/56941"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50074"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}