{"id":51967,"date":"2017-06-05T16:15:59","date_gmt":"2017-06-05T19:15:59","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=51967"},"modified":"2017-06-05T16:15:59","modified_gmt":"2017-06-05T19:15:59","slug":"violencia-no-brasil-em-2015-matou-mais-que-ataques-terroristas-no-mundo-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/violencia-no-brasil-em-2015-matou-mais-que-ataques-terroristas-no-mundo-em-2017\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia no Brasil em 2015 matou mais que ataques terroristas no mundo em 2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/T\u00e2nia-Rego.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/fenaprf.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/T\u00e2nia-Rego.jpg\" alt=\"\" title=\"T\u00e2nia Rego\" width=\"277\" height=\"160\" class=\"alignright size-full wp-image-51968\" \/><\/a> e da PeaceTech Lab. Segundo o Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, cerca de 3,4 mil pessoas foram assassinadas no Brasil a cada tr\u00eas semanas em 2015.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o foi feita pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) e pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, que divulgaram no domingo (4) o Atlas da Viol\u00eancia 2017. O estudo registra 59.080 assassinatos no pa\u00eds em 2015, e os pesquisadores consideram que o resultado consolida uma mudan\u00e7a de patamar, em que as mortes violentas permanecem perto dos 60 mil homic\u00eddios registrados em 2014.<\/p>\n<p>Os registros permitem calcular uma taxa de 28,9 assassinatos para cada 100 mil brasileiros. Apesar de ser 3,1% menor que a de 2014, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 10,6% maior que a registrada em 2005.<\/p>\n<p>A varia\u00e7\u00e3o da taxa de homic\u00eddios se deu de forma desigual no pa\u00eds entre 2005 e 2015. Em seis estados do Norte e Nordeste, a taxa cresceu mais de 100%, enquanto em todo o Sudeste o indicador caiu. No Rio Grande do Norte, a taxa de homic\u00eddios cresceu 232%. Em S\u00e3o Paulo, houve uma queda de 44,3%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos estados do Sudeste, houve quedas da taxa de homic\u00eddios em Rond\u00f4nia, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Paran\u00e1. Pernambuco \u00e9 destacado pela pesquisa como uma &#8220;ilha de diminui\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios&#8221; em meio a uma regi\u00e3o em que a taxa cresceu com grande intensidade. Apesar disso, a queda de 36% obtida entre 2007 e 2013 foi em parte perdida com um aumento de 13,7% registrado de 2014 para 2015.<\/p>\n<p>Em n\u00fameros absolutos, a Bahia registrou em 2015 o maior n\u00famero de assassinatos, com 6.012. O n\u00famero \u00e9 mais que o dobro do de 2005, que era de 2.881.<\/p>\n<p>Com uma trajet\u00f3ria de queda, S\u00e3o Paulo come\u00e7ou em 2005 com 8.870 assassinatos e caiu para 5.427 em 2015. Apesar de ter o segundo maior n\u00famero absoluto, o estado fechou o ano com a menor taxa de homic\u00eddios do pa\u00eds, de 12,2 casos por 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m fez an\u00e1lises no n\u00edvel municipal e apontou que, entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, Altamira, no Par\u00e1, teve a maior taxa de homic\u00eddios do pa\u00eds em 2015, com 105,2 casos para 100 mil pessoas.<\/p>\n<p>Impactada pela constru\u00e7\u00e3o da Usina de Belo Monte, a cidade, segundo a pesquisa, \u00e9 um exemplo de como o crescimento r\u00e1pido e desordenado pode ter implica\u00e7\u00f5es sobre o n\u00edvel de criminalidade.<\/p>\n<p>Na outra ponta da tabela, a cidade de Jaragu\u00e1 do Sul, em Santa Catarina, \u00e9 o munic\u00edpio com mais de 100 mil habitantes que registra a menor viol\u00eancia letal. Foram cinco assassinatos em 2015 e uma taxa de homic\u00eddios de 3,1 casos para cada 100 mil habitantes.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>e da PeaceTech Lab. 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