{"id":52138,"date":"2017-06-13T14:30:20","date_gmt":"2017-06-13T17:30:20","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=52138"},"modified":"2017-06-13T14:30:20","modified_gmt":"2017-06-13T17:30:20","slug":"justica-do-trabalho-nao-pode-julgar-processos-de-servidores-estatutarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/justica-do-trabalho-nao-pode-julgar-processos-de-servidores-estatutarios\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a do Trabalho n\u00e3o pode julgar processos de servidores estatut\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) evitou que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade fosse condenado a pagar indeniza\u00e7\u00e3o indevida de R$ 50 mil a servidores p\u00fablicos. Prevaleceu o entendimento de que eles n\u00e3o poderiam discutir as supostas perdas de direitos na Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n<div>O processo tramitou na 9\u00aa Vara do Trabalho de Aracaju, onde servidores do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade pretendiam obter decis\u00e3o favor\u00e1vel a indeniza\u00e7\u00e3o referente a dep\u00f3sitos do FGTS, supostamente devidos e n\u00e3o pagos, desde dezembro de 1990, considerando as parcelas vencidas e a vencer, com a devida corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria prevista em lei.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os autores alegavam possuir o direito a receber os valores, pois foram admitidos pelo servi\u00e7o p\u00fablico por meio de regime celetista antes da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, no quadro da ent\u00e3o Superintend\u00eancia de Campanhas de Sa\u00fade P\u00fablicas (Sucam), sucedida pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade (Funasa).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os servidores afirmaram que os dep\u00f3sitos deixaram de ser pagos em virtude de mudan\u00e7a legal, que estabeleceu o regime jur\u00eddico \u00fanico dos servidores civis da Uni\u00e3o. Eles alegaram que a convers\u00e3o do regime de trabalho era inconstitucional, visto que n\u00e3o ingressaram na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal por meio de concurso p\u00fablico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Preliminar de incompet\u00eancia<br \/>\n<\/strong>A Procuradoria da Uni\u00e3o em Sergipe (PU\/SE) contestou o pedido, apontando a incompet\u00eancia absoluta da Justi\u00e7a do Trabalho para julgar o caso. A unidade da AGU assinalou que a a\u00e7\u00e3o deveria ser extinta, pois a rela\u00e7\u00e3o entre as partes era de natureza jur\u00eddico-estatut\u00e1ria, e n\u00e3o empregat\u00edcia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A tese foi respaldada na jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal (STF), que j\u00e1 definiu que cabe \u00e0 Justi\u00e7a comum julgar as demandas judiciais em que se discute o v\u00ednculo entre a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e seus agentes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Advocacia-Geral observou, ainda, que os autores n\u00e3o solicitaram o retorno ao regime celetista, de maneira que buscavam apenas os benef\u00edcios relativos aos trabalhadores regidos pela Consolida\u00e7\u00e3o da Lei do Trabalho (CLT).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A 9\u00aa Vara do Trabalho de Aracaju reconheceu que, de acordo com o decidido pelo STF no julgamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade 3.395\/DF, a Justi\u00e7a do Trabalho n\u00e3o det\u00e9m compet\u00eancia para o processamento e julgamento das a\u00e7\u00f5es que envolvem o poder p\u00fablico e os servidores vinculados \u00e0 rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-administrativa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O processo foi extinto, sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, e os autores ainda foram condenados a pagar as custas processuais no valor de R$ 1 mil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A PU\/SE \u00e9 unidade da Procuradoria-Geral da Uni\u00e3o, \u00f3rg\u00e3o da AGU.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ref.: Reclama\u00e7\u00e3o Trabalhista n\u00ba 0000094-45.2017.5.20.0009 &#8211; 9\u00aa Vara do Trabalho de Aracaju.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Fonte: AGU<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) evitou que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade fosse condenado a pagar indeniza\u00e7\u00e3o indevida de R$ 50<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":52139,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52138"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52138"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52138\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}