{"id":57346,"date":"2018-05-14T13:53:04","date_gmt":"2018-05-14T16:53:04","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/?p=57346"},"modified":"2018-05-14T13:53:04","modified_gmt":"2018-05-14T16:53:04","slug":"maio-amarelo-um-mes-dedicado-a-conscientizacao-no-transito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/maio-amarelo-um-mes-dedicado-a-conscientizacao-no-transito\/","title":{"rendered":"Maio Amarelo: um m\u00eas dedicado \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito"},"content":{"rendered":"<p>Em uma pol\u00eamica recente, Valentino Rossi, uma lenda da motovelocidade, disse que n\u00e3o se sentia seguro em estar na mesma pista com o rival Marc M\u00e1rquez.<\/p>\n<p>Rossi acusava o espanhol de tir\u00e1-lo da pista de prop\u00f3sito. Ainda bem que Rossi n\u00e3o pilota pelas ruas brasileiras, sen\u00e3o j\u00e1 teria desistido da sua moto.<\/p>\n<p>Principalmente porque os motoristas brasileiros se comportam de um modo que deixaria o italiano de cabelos em p\u00e9.<\/p>\n<p>Entre gente alcoolizada, imprudente, que fala ou escreve ao celular, dirige com sono ou anda acima da velocidade, a taxa de acidentes causados diretamente pelo jeito como dirigimos chega a quase 65%, segundo dados do Programa Volvo de Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito (PVST).<\/p>\n<p>Ou seja 65% dos acidentes seriam facilmente evit\u00e1veis se os brasileiros dirigissem responsavelmente.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que o movimento Maio Amarelo, um m\u00eas inteiro de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o tr\u00e2nsito, \u00e9 t\u00e3o importante para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>QUATRO RODAS n\u00e3o poderia deixar de dar todo o apoio poss\u00edvel para tornar mais seguro um dos tr\u00e2nsitos que mais matam no mundo.<\/p>\n<p>Realizado em 27 pa\u00edses, o Maio Amarelo \u00e9 promovido no Brasil pelo Observat\u00f3rio Nacional de Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria (ONSV), que este ano tem apoio da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea).<\/p>\n<p>O ONSV come\u00e7ou sua campanha em 2013, mobilizando imprensa, fabricantes, governo e sociedade em torno da seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>A abordagem \u00e9 semelhante \u00e0 adotada por \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade na promo\u00e7\u00e3o de meses de preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as, como o Outubro Rosa, contra o c\u00e2ncer de mama, o Dezembro Vermelho, contra a dissemina\u00e7\u00e3o da Aids.<\/p>\n<p>Como nestes movimentos, o Maio Amarelo tamb\u00e9m usa um la\u00e7o como s\u00edmbolo, mas amarelo.<\/p>\n<p>O ONSV escolheu esse m\u00eas por ter sido em 11 de maio de 2011 que a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) decidiu que esta seria a D\u00e9cada de A\u00e7\u00e3o para Seguran\u00e7a no Tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>A cor simboliza a necessidade de aten\u00e7\u00e3o ao problema.Vale lembrar que, ao lado de doen\u00e7as cardiocirculat\u00f3rias e de c\u00e2ncer, acidentes s\u00e3o uma das principais causas de mortes no Brasil.<\/p>\n<p>Claro que evolu\u00edmos de l\u00e1 para c\u00e1. Desde 2012, o n\u00famero de mortes nas rodovias brasileiras tem diminu\u00eddo.<\/p>\n<p>Caiu de 46.051 em 2012, ano mais sangrento dos \u00faltimos dez anos, para 35.708 em 2016, segundo dados preliminares do DataSUS.<\/p>\n<p>\u00c9 uma redu\u00e7\u00e3o de 22,5%, mas ainda assim o n\u00famero atual \u00e9 alarmante.<\/p>\n<p>S\u00f3 para entender o que significa isso, a Guerra do Golfo (1990 a 1991) matou cerca de 40.000 pessoas. Assim, quando se diz que o Brasil vive uma guerra no tr\u00e2nsito, n\u00e3o \u00e9 exagero.<\/p>\n<p>S\u00f3 na semana entre Natal e Ano-Novo de 2017, morreram mais pessoas em acidentes de carro por aqui do que em um ano inteiro na Su\u00e9cia (cerca de 300).<\/p>\n<p>Com uma popula\u00e7\u00e3o de 127 milh\u00f5es e uma frota de quase 61 milh\u00f5es de carros, o Jap\u00e3o perdeu em acidentes pouco menos de 3.700 vidas em 2017. Os exemplos destes dois pa\u00edses mostram o quanto ainda temos a avan\u00e7ar.<br \/>\n<strong>N\u00e3o ultrapasse!<\/strong><br \/>\nA amostragem do PVST, feita apenas com dados de rodovias federais, considerados os mais confi\u00e1veis pelo programa, mostra que, das muitas causas de acidentes mapeados, as derivadas do comportamento dos motoristas s\u00e3o as mais letais.<\/p>\n<p>Exemplo disso s\u00e3o ultrapassagens indevidas.<\/p>\n<p>Apesar de serem respons\u00e1veis por 2,41% dos acidentes, elas s\u00e3o causadoras de 7,97% das mortes.<\/p>\n<p>Rodar em velocidade incompat\u00edvel foi a fonte de 12,79% dos acidentes, mas de 14,29% das mortes.<\/p>\n<p>O PVST at\u00e9 faz um c\u00e1lculo pr\u00f3prio sobre as causas. \u201cQuando avaliado o que chamamos de \u00cdndice M\u00e9dio de Gravidade, a causa mais letal foi a ultrapassagem indevida (6,9), seguida pela desobedi\u00eancia \u00e0 sinaliza\u00e7\u00e3o (5,0). Isso evidencia que a imprud\u00eancia ao volante e comportamentos inadequados ainda s\u00e3o as principais causas dos acidentes\u201d, diz Anaelse Oliveira, coordenadora do PVST.<\/p>\n<p>Ainda h\u00e1 muito ch\u00e3o para coibir as m\u00e1s atitudes ao volante, mesmo com legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para isso, como a Lei Seca. Sancionada em 2008, ela tem resultados controversos.<\/p>\n<p>Apesar de teoricamente impedir que motoristas embriagados dirijam, a falta de consist\u00eancia na fiscaliza\u00e7\u00e3o fez com que mais gente admitisse beber e dirigir de 2015 para 2016, por exemplo.<\/p>\n<p>Enquanto 5,5% da popula\u00e7\u00e3o das capitais confessavam que bebiam e dirigiam em 2015, esse \u00edndice subiu para 7,3% em 2016. Pode parecer pouco, mas foi um aumento de 32%.<\/p>\n<p>Os dados do Vigitel Brasil (Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, tamb\u00e9m revelam algo estarrecedor: pessoas com 12 ou mais anos de estudo s\u00e3o as mais propensas a beber e dirigir.<\/p>\n<p>Entre elas, 12,3% admitiram que contrariam a lei.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que o \u00edndice de fatalidade \u00e9 preocupante, mas n\u00e3o s\u00e3o apenas as mortes que precisam ser reduzidas. Outra consequ\u00eancia negativa \u00e9 o n\u00famero de feridos e inv\u00e1lidos que o tr\u00e2nsito produz.<\/p>\n<p>Segundo estudo da Escola Nacional de Seguros (ENS) de 2015, dados do DPVAT indicariam que 52.226 pessoas morreram em decorr\u00eancia de acidentes.<\/p>\n<p>Esses dados do DPVAT apontam que, para os 52.226 mortos em 2014, houve 595.693 inv\u00e1lidos permanentes e 115.446 feridos que se recuperaram completamente.<\/p>\n<p>Isso d\u00e1, apenas em 2014, um total de 763.365 pessoas afetadas diretamente pela viol\u00eancia no tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>Fonte: Quatro Rodas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma pol\u00eamica recente, Valentino Rossi, uma lenda da motovelocidade, disse que n\u00e3o se sentia seguro em estar na mesma<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":57347,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57346"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=57346"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57346\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":57348,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/57346\/revisions\/57348"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/57347"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=57346"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=57346"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=57346"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}