{"id":59516,"date":"2018-11-13T13:56:33","date_gmt":"2018-11-13T15:56:33","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/?p=59516"},"modified":"2018-11-13T13:56:33","modified_gmt":"2018-11-13T15:56:33","slug":"prf-recupera-127-veiculos-durante-a-operacao-hircus-iv-no-maranhao-e-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/prf-recupera-127-veiculos-durante-a-operacao-hircus-iv-no-maranhao-e-bahia\/","title":{"rendered":"PRF recupera 127 ve\u00edculos durante a opera\u00e7\u00e3o Hircus IV no Maranh\u00e3o e Bahia"},"content":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF), com o apoio das pol\u00edcias civis do Maranh\u00e3o e Bahia,\u00a0 deflagrou entre os dias 2 e 10 de novembro, a Opera\u00e7\u00e3o Hircus IV, que teve como objetivo o combate \u00e0 fraudes veiculares e a recupera\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos adulterados, roubados ou furtados que circulavam nesses dois estados. A opera\u00e7\u00e3o foi executada em 32 munic\u00edpios e resultou na pris\u00e3o de 95 pessoas e na recupera\u00e7\u00e3o de 76 motocicletas e 51 autom\u00f3veis, totalizando 127 ve\u00edculos, al\u00e9m da apreens\u00e3o de diversos documentos falsos e outros itens ligados \u00e0 fraudes veiculares.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o contou com cerca de 50 agentes da PRF atuando por dia, durante os 8 dias de a\u00e7\u00e3o operacional. Todos os agentes envolvidos s\u00e3o especializados no combate \u00e0 fraudes veiculares e de apoio de intelig\u00eancia. No Maranh\u00e3o, os policiais atuaram nos munic\u00edpios do sudoeste e na baixada maranhense al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o dos Len\u00e7\u00f3is, Baixo Parna\u00edba, Cocais e no centro do estado. Na Bahia, os policiais concentraram suas a\u00e7\u00f5es em regi\u00f5es distantes da capital, especialmente no oeste do estado.<\/p>\n<p>Em uma das fases da opera\u00e7\u00e3o Hircus IV, a PRF prendeu um homem de 42 anos identificado como o maior receptador de ve\u00edculos roubados do oeste baiano. Com ele foram encontrados uma caminhonete e uma motocicleta roubados, que seriam adulterados e posteriormente revendidos, al\u00e9m de grande quantidade de documentos falsos. Logo ap\u00f3s a sua pris\u00e3o, foram recuperamos outros seis ve\u00edculos que j\u00e1 haviam sido vendidos por ele e estavam em posse de outras pessoas que tamb\u00e9m foram presas pelo crime de recepta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O combate \u00e0s fraudes veiculares \u00e9 uma das \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o ordin\u00e1rias da PRF e a\u00e7\u00f5es pontuais como a Hircus IV s\u00e3o realizadas quando se verifica uma maior incid\u00eancia desse tipo de crime em determinadas regi\u00f5es do pa\u00eds. De primeiro de janeiro ao dia dez de novembro deste ano, as apreens\u00f5es de ve\u00edculos realizadas pela PRF alcan\u00e7aram a marca de 7.031 ve\u00edculos que, comparada com os 5.731 ve\u00edculos apreendidos no mesmo per\u00edodo do ano passado corresponde a um crescimento de 22%.<\/p>\n<p><strong>Como funciona o crime<\/strong><br \/>\nO crime de fraudes veiculares resulta em m\u00faltiplas v\u00edtimas e est\u00e1 dividido em tr\u00eas fases distintas: o roubo, a adultera\u00e7\u00e3o e a revenda.<\/p>\n<p>Na primeira fase temos claramente identificada a primeira v\u00edtima, que \u00e9 a pessoa que teve seu ve\u00edculo furtado ou roubado e, neste \u00faltimo caso, frequentemente com o uso de viol\u00eancia por parte dos criminosos.<\/p>\n<p>Na segunda fase, a adultera\u00e7\u00e3o, os criminosos trocam a identifica\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo e seus documentos para que pare\u00e7a ser um ve\u00edculo regular, tamb\u00e9m conhecida como clonagem. Neste momento o ve\u00edculo recebe placas de outro ve\u00edculo id\u00eantico e o propriet\u00e1rio desse ve\u00edculo, que se encontra em situa\u00e7\u00e3o regular, torna-se a segunda v\u00edtima dos criminosos pois passa, muitas vezes, a receber multas de tr\u00e2nsito por infra\u00e7\u00f5es relacionadas ao ve\u00edculo clonado.<\/p>\n<p>A terceira e \u00faltima fase \u00e9 a revenda, alimentada pelo com\u00e9rcio ilegal desses ve\u00edculos clonados, muitas vezes negociados em sites na internet por valores inferiores ao pre\u00e7o real do ve\u00edculo. Nesta terceira fase do crime temos a terceira v\u00edtima em potencial, o comprador que, inadvertidamente, passa a ter a posse do ve\u00edculo clonado.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><br \/>\nSomadas, as quatro edi\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Hircus resultaram na recupera\u00e7\u00e3o de mais de 500 ve\u00edculos. A primeira edi\u00e7\u00e3o ocorreu no estado do Piau\u00ed, em 2013, onde foram apreendidos 123 ve\u00edculos com ocorr\u00eancia de roubo ou furto. A segunda edi\u00e7\u00e3o aconteceu simultaneamente nos estados do Piau\u00ed e\u00a0 Bahia, totalizando 164 ve\u00edculos recuperados. A Hircus III, deflagrada no Maranh\u00e3o no ano passado, resultou em 105 ve\u00edculos apreendidos. A edi\u00e7\u00e3o atual soma 127 ve\u00edculos recuperados nos dois estados.<\/p>\n<p>O nome da opera\u00e7\u00e3o, Hircus, se refere \u00e0 uma variedade de caprinos presente na regi\u00e3o do nordeste brasileiro. Na linguagem policial o \u201ccabrito\u201d designa um ve\u00edculo de proced\u00eancia il\u00edcita: roubado, furtado, adulterado ou clonado.<\/p>\n<p><iframe title=\"Hircus IV\" width=\"1220\" height=\"686\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/y8unH8Z8sEk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Fonte: Cen\u00e1rio MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF), com o apoio das pol\u00edcias civis do Maranh\u00e3o e Bahia,\u00a0 deflagrou entre os dias 2<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":59517,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2,5],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59516"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59516"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59516\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":59518,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59516\/revisions\/59518"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/59517"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59516"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59516"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59516"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}