{"id":9065,"date":"2012-04-09T11:17:16","date_gmt":"2012-04-09T14:17:16","guid":{"rendered":"https:\/\/fenaprf.org.br\/?p=9065"},"modified":"2012-04-09T11:17:16","modified_gmt":"2012-04-09T14:17:16","slug":"alagoas-gasta-95-da-verba-de-seguranca-com-folha-de-pagamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/alagoas-gasta-95-da-verba-de-seguranca-com-folha-de-pagamento\/","title":{"rendered":"Alagoas gasta 95% da verba de seguran\u00e7a com folha de pagamento"},"content":{"rendered":"<div id=\"SearchKey_Text1\">\n<p>N\u00fameros do Conselho Estadual de Seguran\u00e7a indicam que 95% do or\u00e7amento da seguran\u00e7a p\u00fablica de Alagoas, considerado o Estado mais violento do Brasil, pagam folha de pessoal. O que sobra (5%) \u00e9 utilizado na compra de armas, equipamentos e reforma de pres\u00eddios.<\/p>\n<p>O or\u00e7amento da seguran\u00e7a \u00e9 de quase R$ 1 bilh\u00e3o (exatos R$ 879.527.407), em 2012. S\u00f3 que o governo ter\u00e1 apenas R$ 43,9 milh\u00f5es para investimentos. S\u00e3o R$ 3,3 milh\u00f5es por m\u00eas para reformar quase 15% das delegacias que est\u00e3o aos peda\u00e7os no Estado. Ou reformar os seis pres\u00eddios alagoanos &#8211; o maior deles, o Baldomero Cavalcanti, corre risco de cair e teve o pedido de interdi\u00e7\u00e3o e demoli\u00e7\u00e3o feito pela Justi\u00e7a. H\u00e1 ainda compra de viaturas, armas e coletes \u00e0 prova de balas.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma quest\u00e3o de efici\u00eancia. Temos que buscar gest\u00e3o para este dinheiro que sobra. \u00c9 o jeito&#8221;, disse o presidente do Conselho Estadual de Seguran\u00e7a, Paulo Br\u00eada. Pelos dados da Secretaria de Defesa Social, 90% dos crimes em Alagoas t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com o tr\u00e1fico. E a maioria das mortes ocorre por armas de fogo.<\/p>\n<p>Com o cobertor curto, o secret\u00e1rio de Defesa Social, coronel D\u00e1rio C\u00e9sar, dividiu, no papel, o Estado em zonas mais e menos violentas. Instalou bases comunit\u00e1rias em Macei\u00f3 e quer levar o projeto para o interior do Estado. &#8220;As bases comunit\u00e1rias s\u00e3o instrumentos eficazes da seguran\u00e7a p\u00fablica para o enfrentamento da viol\u00eancia nas \u00e1reas de periferia com alto \u00edndice de criminalidade&#8221;, aposta o gerente do N\u00facleo de Pol\u00edcia Comunit\u00e1ria da Defesa Social, tenente-coronel Fernando Pacheco.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, foi a vez da cria\u00e7\u00e3o de um programa de bonifica\u00e7\u00e3o a policiais. Quanto mais armas e drogas forem apreendidas, os policiais ser\u00e3o recompensados com um b\u00f4nus em dinheiro. Mas, a Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB), investiga den\u00fancias de que drogas s\u00e3o &#8220;plantadas&#8221; durante a revista de cidad\u00e3os, para for\u00e7ar o pagamento da bonifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a \u00fanica investiga\u00e7\u00e3o. O Grupo Especial de Combate \u00e0s Organiza\u00e7\u00f5es Criminosas (Gecoc), do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual, descobriu um desvio de R$ 300 milh\u00f5es em licita\u00e7\u00f5es fraudadas nos pres\u00eddios. A dificuldade do MP em revelar os nomes da quadrilha, cujos cabe\u00e7as s\u00e3o agentes p\u00fablicos, fez o procurador Geral de Justi\u00e7a, Eduardo Tavares Mendes, demitir todos os promotores da dire\u00e7\u00e3o do Gecoc para que a investiga\u00e7\u00e3o trouxesse respostas \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p>&#8220;Se houver provas contra algum gestor p\u00fablico, este ser\u00e1 denunciado. Assim que tomar posse vou me inteirar de um inqu\u00e9rito policial que est\u00e1 com a Pol\u00edcia Civil. Se infringiu, tendo provas, o MP ir\u00e1 ofertar a a\u00e7\u00e3o&#8221;, disse o promotor Alfredo Gaspar de Mendon\u00e7a, o novo chefe do Gecoc e considerado &#8220;linha dura&#8221; no MP alagoano.<\/p>\n<p>Com o argumento de que falta dinheiro, o governador em exerc\u00edcio, Jos\u00e9 Thom\u00e1z Non\u00f4 (DEM), reuniu empres\u00e1rios na semana passada e pediu ajuda para &#8220;a\u00e7\u00f5es emergenciais&#8221; nas cadeias p\u00fablicas. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o do sistema prisional \u00e9 preocupante. O governo trabalha para dar uma resposta em curto prazo&#8221;, resumiu Non\u00f4. S\u00f3 que o Estado mais violento do Brasil parece ter dificuldades para que todos os setores da sociedade participem de a\u00e7\u00f5es, pelo menos, de forma igualit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Segundo o portal Transpar\u00eancia Ruth Cardoso, mantido pelo governo de Alagoas, nos quatro primeiros meses deste ano, o Gabinete Militar do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e do vice, Jos\u00e9 Thom\u00e1z Non\u00f4 (DEM), custou mais aos cofres p\u00fablicos que a Per\u00edcia Oficial, que ajuda a desvendar quem comete os crimes em Alagoas. Foram R$ 3,3 milh\u00f5es no Gabinete Militar contra R$ 3 milh\u00f5es para a Per\u00edcia Oficial.<\/p>\n<p>Para a cientista social Ana Cl\u00e1udia Laurindo, os conceitos alagoanos na \u00e1rea de gest\u00e3o p\u00fablica est\u00e3o defasados. &#8220;\u00c9 focado na manuten\u00e7\u00e3o do aparato, veiculado \u00e0s reminic\u00eancias da monarquia, essa ideia dos direitos sagrados, com privil\u00e9gios&#8221;, disse. &#8220;Temos o disparate de uma sociedade \u00e0 beira do caos e justificativa de sempre ter pouco para se investir. Seguran\u00e7a p\u00fablica se faz com prioridade, foco, investimentos de pequeno e grande alcance. Temos uma escolha a fazer: ou abrimos m\u00e3o desse passado monarquista, cortando regalias, ou teremos uma implos\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/noticias.terra.com.br\/brasil\/noticias\/0,,OI5708437-EI8139,00-AL+gasta+da+verba+de+seguranca+com+folha+de+pagamento.html\" target=\"_blank\">Terra<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00fameros do Conselho Estadual de Seguran\u00e7a indicam que 95% do or\u00e7amento da seguran\u00e7a p\u00fablica de Alagoas, considerado o Estado mais<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":9066,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9065"}],"collection":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9065"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9065\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9065"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9065"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fenaprf.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9065"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}